sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Memórias dos sonhos, das lutas e do pó de giz!

Juiz de Fora,14 de outubro de 2011.
Queridos Amigos(as) e Colegas do Magistério
     Aí setembro acabou... Outubro já chegou. A primavera prossegue com suas florações exuberantes, com suas sinfonias do passaredo local, em virtuose! Chuva boa veio e lavou o que e quem quis ser lavado! Aqui no Vale do Paraibuna, pinga, respinga e aí choveu bem!...  E a TV  tinha gritado rapidinrapidin as promoções pro dia das crianças e só uma chamada mencionou o dia do professor. Aí que choveu mesmo!... 
     Quer dizer, choveu água e choveu lembranças...  Aí então eu escrevi... Nem poemas nem crônicas... Eu iniciei o registro de nossas memórias em forma de cartas: como estou com dificuldades de criar outro blog, eu vou postá-las em cronicasdeumacidadevale.blogspot.com.... Vai lá e se quiser participar, escreve pro meu email e eu te digo como!
Um abraço.
Izabel Cristina Dutra

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Recado de poetisa

Aos queridos amigos seguidores,e aos queridos leitores, um recado eu vou dar:  
Agora eu tenho dois blogs para meus escritos publicar!
Este agora é só de poemas para quem gosta de rimar com sonho, com alegria, com dor,com flor e amor!
O outro é só de crônicas para quem gosta ou detesta a rotina,pois o real cotidiano também gera poesia!
O endereço de é cronicasdeumacidadevale.blogspot.com. Você vai gostar pois enfeitar o dia-a-dia  é mesmo tudo de bom!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Homenagens 19 (ICD)

 Então, setembro chegou e é aniversário de uma grande amiga. Aí...

Prezada Dilma ( a xará): Neste dia, quero te dizer: ♪“Não temos mais o tempo que passou...Mas temos o nosso próprio tempo...” ♪*  e deixar um abraço meu e da Isis. Em tua Homenagem, reescrevi  um poema:

Para Ângela, Bebel, Cristina,Dilma, Fátima...
(e outros brotos dos anos 70)
Éramos 1+2+3+ ... + quantas éramos?
 Éramos mocinhas, morenas, pequenas,  amigas...
Éramos moças marcadas pelo destino com um estigma:
Paralelas e convergentes ao ritual branco,
Para o fruto ingrato e consumido,
Para o trabalho forçado pela necessidade,
em nossa árdua juventude...
E, no ponto final, aceitar a marca,
 para se proibir e  pra ser só mulher
e a felicidade?!...
Umas casaram,tiveram  filhos mas não foram felizes,
 outras não casaram e tiveram  filhos e  muitas cicatrizes...
Teve uma que não casou não teve filhos mas teve muita gente pra cuidar,
teve mais uma outra que não  casou, mas teve 1 filha
e tinha mania de escrevinhar...
E teve outras tantas com tantas marcas,
com tantas vidas, com tantas filhos e filhas,
com tanta luta pra se enfrentar...
Éramos 1+2+3...+ quantas éramos? 
O mesmo tanto de sonho, o mesmo tanto de luta,
o mesmo tanto de céu para se alcançar!
Paralelas e  convergentes
para a festa de estar viva,
 para a  colheita bendita,
para o cuidado e para a  lida...
E no ponto final, recusar a marca
e não se proibir de ser mulher,
de ser feliz e de se cuidar!!!

Izabel Cristina Dutra - produção original: RJ, 1979.
* Referência a "Tempo Perdido", de Renato Russo.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Homenagens 15 (ICD)

 Agosto vai chegando ao fim... Até que enfim“ Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos”*, ela virá com certeza! Ela? Sim, Ela:

A minha Prima...Vera!

Aí vem ela!  a minha Prima... Vera! Cheia de Vida!

Flores, estrelas e borboletas, uma festa nos  cabelos! 

Natureba, cheia de zelos.

A minha Prima...Vera sabe que  tempos são chegados

 e que  estão bem  mudados,

Tudo estrambelhado!

 Mas ela é fresca...como esta brisa . 

A minha Prima Vera dança e canta 

com os passarinhos, mesmo  os que não têm ninhos...

E apesar do aquecimento e  do descongelamento,

com eles faz planos, tem sonhos de frutificação

e de se casar com o meu primo, o Verão!

* referência a  verso da canção "Sol de Primavera", Beto Guedes
Izabel Cristina Dutra, reescrito em JF, 24/08/2011.

sábado, 20 de agosto de 2011

Poemas de Amor e Desamor 7 (ICD)

Aí eu tava lá, na sala, esperando para assistir o jornal da tarde de hoje, e a Mariana anunciou a condenação,  a 15 anos de prisão, do borracheiro que matou a cabeleireira. ─ É pouco, muito pouco! – gritou alguém na vizinhança... Então eu re-escrevi:
NA BOCA DA CIDADE...

Na boca da cidade, o nome dela - um nome já sem dona, frio!... 
Na boca da cidade, o salão dela -  um  salão já sem vida,vazio!... 
Na boca da cidade, o amor dele - um amor já sem riso, em desatino! ... 
Na boca cidade,o ódio dele - um ódio já sem motivo, em desafio!...
No céu da boca da cidade - ecoam os tiros dele, os gritos delas... 
No céu da boca da cidade - sol e lua se esquecem e estrelas estremecem... 
Na boca da cidade, só se proclama -  é pouco, prisão perpétua pra este louco! 
No céu da boca da cidade -   crianças sonham e, um anjo clama: 
Oh! Deus! Porque carecemos ainda destes dramas?

Izabel Cristina Dutra, produção original: Rio,1989. Reescrito em 20/08/2011.

sábado, 6 de agosto de 2011

Homenagens 18 (ICD)

Aí todos os noticiários falavam  da morte dele há um ano, mas a moça do banco da frente ouvia no seu smartphone, uma canção antiga : ♪one day in your life...♪. Então eu reescrevi um certo poema de minha  juventude:

 Doces pássaros feridos

♪Te  I love you, Billie…♪♪...Nunca te vi, nem ao vivo nem a cores!Só te ouvi vozes depois, e mesmo assim não entendi  porque o branco perfume de orquídea viera junto com teu doce canto negro,numa certa manhã branca, num certo inverno incolor de uma certa juventude...♪ 
Mesmo assim te amarei forever...♪
♪Te I love you, Marvin...♪♪...Umas vezes te vi não ao vivo mas a cores e te ouvi várias vozes,mesmo assim não pressenti que o vigor que me agitava  viera junto com o  teu alegre canto negro, em certas tardes  cinzas de uma prima-vera incolor de uma certa  juventude....♪♪
Mesmo assim te amarei forever...♪ 
♪Te I love you, Michael...♪♪...Sempre te vi não ao vivo e com tantas cores,e sempre te ouvi e vivi tantas vozes,ainda assim te curti sem saber do meu sorriso  que viera junto com  teu dançante canto negro,em certas noites cinzas,de um verão incolor de uma certa juventude....♪♪...
 Mesmo assim te amarei  forever...♪
♪ Te I Love you, Tim...♪♪...Muitas vezes te vi  ao vivo e a cores e sempre te ouvi e vivi várias vozes,e assim me surpreendi com a pressa do meu coração que viera junto com o teu ora indignado ora enamorado canto negro...em certas dias agitados de uma certa juventude...♪
 E assim te amarei  forever...♪
♪ Steve sempre te vendo e  te ouvindo...♪...Cartola, Wilson,Marley, Jorge,Ray, Whitney, Mariah e outras  wonderffuls  gentes canoras…
Mas compreendi enfim que a tristeza viera sempre junto com teus doces trinados negros, desde que fomos feridos, no ninho....♪
♪Então vos amarei para sempre♪♪...
Porque orquídeas e rosas falarão♪♪...mesmo se enfim terminar o verão, e voltar aquele triste outono e este longo inverno chegar e passar, juntos nós vamos estar...
♪♪...porque é primaveeeera...♪♪...
na terra e no céu, na estação de rádio, quando eu  te amuuuhhh!..
♪♪♪♪♪♪♪♪

       Izabel Cristina Dutra, produção original: JF/1979.





terça-feira, 2 de agosto de 2011

Homenagens 17 (ICD)

Falando de árvores que sobrevivem, muitas foram as que se perpetuaram na lira dos poetas:  cajueiro, amendoeira, pé de laranja lima, figueira, cedro-do-líbano, jequitibá e cerejeiras... Apresento a minha árvore!


A Dona Mangueira
Enquanto me mofava toda,
 eis que rejuvenescida estavas,
 velha árvore de sempre, 
como uma senhora de cabelos retocados... 
Agora quando o sol finge brilhar, 
de novo sem graça e frio... 
eis que teu verde me renova, 
velha parceira das madrugadas vigilantes, 
primeira pessoa avistada 
nas manhãs renascentes ! 
Tu me reafirmavas, divina criatura, 
com a cascorenta segurança de teu tronco,
 vestido agora em transparências de musgos, 
em rendas e colares verdes de heras...
Seguiremos  ainda juntas,
por muito tempo: 
tu espremida pelo muro mas firme...
 eu espremida pela vida mas firme... 
Seguiremos juntas 
ainda que eu me mude! 

Izabel Cristina Dutra -  produção original: RJ/1987