sexta-feira, 12 de junho de 2015

Revisitando poemas de amor

Aí a gente estava discutindo de novo  se "qualquer amor vale a pena" mesmo... Aí eu reescrevi:

Poema pa vc.s:

Faço poema p♪a vc. q já foi meu amo♪...
q até me enganou, mas me libe♪tou
do um vazio pavo♪ de ama e ama♪♪
q m encheu de rsrsrssos, até canta♪♪
e  m ju♪ou amo♪ louco e me most♪ou
q semp♪e pode se daqui a pouco...

Faço poema p♪a vc. q já foi minha paixão,
q já m abandonou mas m ensinou
q nega♪ esta do♪ não dá t♪rova
nem ♪ock nem samba nem canção...
Faço poema p♪a vc.
e q até m ma♪cou e, já foi o meu ódio,
o meu sonho tolo, minha consolação,
mas não du♪ou nem 1 volta de ♪elógio
e já ea adeus 
no b♪ilho dos olhos seus.

Faço poema pa vc. com quem amei
e desamei e aceitei...
e a♪♪ependi... mas apendi:
 q o amo acontece e passssah...
mas não é de maldad, mas não é atoa...

Então faço poema p♪a vc q  se♪á meu amo♪♪
p♪a vc. q vi♪á e, fica♪á  ficando e amando...
p♪a semp♪e ... amando ...numa boa...

Izabel Cristina Dutra -  produção origina:l JF/ 1999

Revisitando poemas de amor...

Havia um chefe e ele era mandão,  na empresa e na casa e, aí um dia ele chegou com os olhos inchados e eu escrevi... Aí hoje conversando com um amigo, ele me disse que o chefe é assim também e hoje, estava de olhos bem inchados... Aí retomei este tema e este poema


                                                         O PODER E O AMOR                                                                                  


Ele é enorme de tão grande
quando dá as ordens e pronto,
e aí assina os papéis,
e saí de lá as cinco em ponto!

Ele é enorme de tão grande
quando sai do elevador
e abre a porta da sala
com aquele seu jeito de doutor!

Outra vez, ele fará tremer 
qualquer olhar...
e vai ficar em paz
Mas, hoje um certo olhar
não está...
para nunca mais!

Ele é menos que um pirralho
quando vai se deitar 
e se põe a chorar...
e vai ter que dormir sozinho
          no escuro...



Izabel Cristina Dutra, RJ/1986.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

nossa cidade

  Eh maio... Eh outono... E no proximo domingo Jotaefe/Emegê vai fazer 165 anos. Esta homenagem é  composta de um trecho de outro poema e um acróstico, escritos em 2006  ... E para preseanteá-la, vai um poema escrito e reescrito e.... ....


À nossa cidade

Vou subindo, vou descendo o Calçadão,
vendo coisas, vendo gente....
 me bate forte o coração...
esta gente que nem é  feia nem é  bela...
nem é só de jogo nem é só de batalha...
nem  é só de canção  nem é só de lamento...
nem é só de riso nem só de sofrimento... 
nem é só de ontem nem é só de agora...
esta gente que é carioca do brejo...
mas também mineira da gema..

esta gente é de...


                                  J á veio conhecer ou... morar?
                                  U ma cidade rara porém comum,
                                  I mpossível  definí-la assim, assim...
                                 Z  anga-se às vezes e põe-se a clamar...

                    D epois se acalma, sem se conformar...
                    E vai estudar e/ou trabalhar! Ou passear...

                   F az feiras, faz festas, faz farras...
                   O ra minutos de luto ora de passeatas.
                   R ápida e vagarosa, cresce no interior :
                   A minha, a sua,  a nossa província...             
                                                         a do gari e a do doutor!!!




Izabel Cristina Dutra,  escrita em JF/MG em 2006 e reescrita em 28/05/2015.



sábado, 23 de maio de 2015

Os gritos e as dores

Aí a gente lê o jornal e/ou a revista... A gente liga a tevê e/ou acessa o site e voilá... Gente gritando porque tah sofrendo e/ou gente gritando porque tah fazendo sofrer... E aí eu tenho que escrever:


Os gritos!!! Os gritos??? E/ou os gritos... E as dores...


Os gritos dos assassinados me ferem a alma...
Os gritos dos “assassinadores” também...
Mé que  eh, meu bem?!!!

Os gritos dos abusados me ferem a alma...
Os gritos dos “abusadores”também...
Mé que eh, meu bem?!!!

Os gritos dos aban"abandonadores" também...
Mé que eh, meu bem?!!!

Os gritos dos escravizados me ferem a alma...
Os gritos dos “escravizadores” também...
Mé que eh, meu bem?!!!

 Os gritos dos excluídos me ferem a alma...
Os gritos dos "excluidores"  também...
Mé que eh, meu bem?!!!

Eh, meu bem...
O mundo chora e lamenta a cada momento...
Vítimas e algozes em estranhamento...
Canções de amor e/ou  ódio em tom de lamento...

E os gritos de todos:
Feridos e “feridores”
 me ferem a alma...
E se transformam nessa  canção de amor...
E de lamentoh!!!!

Izabel Cristina Dutra, escrito em  JF/MG, no dia 23/05/2015.






quarta-feira, 15 de abril de 2015

Perguntas que podem ficar sem resposta

♪♪...Como vai vc.?!...♪♪

Eu?! Eu cá vou cavando um poço d’água limpa...Lá vou lenhando a lenha diária da vida...Vou lidando na lida humana...Listando derrota & vitória...Vou compondo a minha história!// Eu?! Eu vou vivndo a + do q há pra  viver...Vou sentindo  a + do q der pra sentir... Até rindo a + quand’ é pra chorar & chorando a +  quand’é pra gargalhar... Sendo neta d dor & d canto...Sendo filha d luta & d sonho!// Eu?!Eu aki quico como a bola na trave...Mas  tem hr.s que viro goooolll! Aí tem gente q me  vaia & me sacode...Tem gente q me  levanta & me aplaude!// Eu?! Eu cá vou bem... D van, d bus ou d trem... Até vou d bond & se der, vou a pé também...// Eu?!Eu cá vou nos braços d Deus & d mãos dadas c/ os meus + os seus + os nossos... Vou  levando a vida afinal & afinando idéias & pele & ossos & mirando d longe o portal!!!// Eu?! Eu cá vou sendo a + do q tem q ser.../...  E Vc.?!... ♪...Como vai vc.?...♪



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Revisitando a poesia IV

Conversar com crianças, em todos os lugares não é um mero hábito de professora aposentada e mãe de “filinha” já crescidinha... É que elas  dão respostas simples e magníficas às questões da humanidade e do planeta... E foi ouvindo resposta de criança, que escrevi e reescrevi:

O pós-guerra 1

Chove em Bagdá, Gaza, Donetsk,
 E adjacências globais...
Quando  Sara era pequena,
 A chuva era doce 
e clara!...

Venta em Bangladesh, Rio, Sampa,
Buenos Aires,  Minnesota,
E em outros points  globais...
Quando Tarim era pequeno,
O vento era sempre 
um ventin ...

Mas os Gigantes do Ocidente,
Mais os Príncipes do Oriente
Bem brincaram  
De míssil e poder , 
o dia inteiriin ...

A chuva agora era ácida!
Agora arrasa e devasta... 
E o vento?
Ele  bem derrubou até o celeiro 
do Sr. Jim!...
               
O pós-guerra 2

Degelo nos Andes, no Himalaia, no Ártico,
E outras geleiras  globais...
Quando Juanito era pequeno,
Degelava  tão 
devagarzin ...

Cai geada  e granizo  em Porto, Santa Fé,
Sampa   e até  no  Mato Grosso!...
 Quando Bebel era pequena,
Geava em Jotaefe... 
Bem de mansin...
 E granizo era quase 
um brinquedin ...

Mas os Gigantes do Ocidente,
Mais os Príncipes do Oriente
Bem brincaram
De  míssil e diplomacia, 
o dia inteiriiin...

E o degelo agora era mega-rápido...
E a geada?...
Mas agora  o que era geada mesmo?!...  
E o granizo?  
 Ele bem acabou até  com o  jardim 
do Sr. Joãozin!...

Izabel Cristina Dutra, reescrito em JF/MG em 10/09/2014.


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Revisitando a Poesia III

Aí... Vc. vai me perguntar...E a Paz?... Pra mim, ela é simples assim... Eu já falei dos seus sinais e retomo aqui  a versão original...

Sinais da Paz...
                  I     

Aviadores atentos e de sorte,
marinheiros do sul e do norte,
mensageiros da morte...
Aonde ides?                 

Com vossos migs submarinos,
com vossas naus siderais,
e vossas árduas missões de guerra,
e vossas inúteis canções de guerra...
singrando águas e céus de Deus?
Já estão sangrando!

Não vedes ? nem sabeis?                                   
Ides  ao encontro daquela...                
Ela vos lançará 
aonde afundareis
com vossos finitos sonhos...                            

Parai e olhai um golfinho,                     
bem magrinho, até feiinho...
com vossos finitos sonhos....         
um infinito mergulho
entre os céus e as águas
e  nos recupera  a Esperança.

Parai e olhai uma andorinha,
bem magrinha, até feiinha...
traça infinito vôo
entre as águas e os céus
e nos  reapresenta a Liberdade...

Sem elas, jamais chegaremos!...
                II

Combatentes belos e fortes,
vassalos de todas as cortes,
criados da morte...
Aonde ides?

Com vossas armas precisas demais,
com vossas expedições universais
e vossas ansiosas orações de guerra
e efêmeras paixões de guerra
fincando os pés em céus e terras de Deus?
Já estão feridas...

Não vedes? Nem sabeis?
Ide ao encontro daquela...
Ela vos lançará                          
aonde sucumbireis                       
com vossos finitos sonhos...         

Parai e olhai uma formiguinha
Bem magrinha, até feiinha...
arrasta infinito fardo
entre os céus e as terras                                                                                                 e  nos reafirma a Paciência

Parai e olhai um menininho
bem magrinho, até feiinho...
murmura infinita cantiga
entre as terras e os céus
e nos  revela o Amor.

Sem eles, jamais venceremos...


                           III


                     Viventes de todas as crenças e partes
Adoradores da morte,
Aonde ides? Não vedes? Nem sabeis?

Ides ao encontro daquela...           
Ela vos lançará
aonde esfriareis com vossos finitos sonhos
e ritos de guerra...

Sim!...
Parai e olhai um Homem,
nem ao menos magro,
nem ao menos feio...
vence o madeiro, a maldição
e nos  autografa a .

Sem ela, jamais alcançaremos 
a Paz!